jueves, diciembre 14, 2006

...Quando o sono não chegar...

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Neste quarto de fogo solitário, no telhado um letreiro esfumaçado,
candeeiro no peito iluminado.
O cigarro no dedo incendiário, o cinzeiro esperando um comentário,
da palavra carvão, fogo de vela, meus dois olhos pregados na janela,
vendo a hora ela entrar nesta cidade,
to fumando o cigarro da saudade e a fumaça escrevendo o nome dela.
O prazer de quem tem saudade, é saudade todo dia...
Ela é maltratadeira, alem de ser matadeira.
Ô saudade companheira, de quem não tem companhia!
Eu vou casar com a saudade, numa madrugada fria.
Na saúde, na doença, na tristeza e na alegria.
Quando o sono não chegar, no mais distante lugar,
no deserto beira-mar,
Dia e noite, noite e dia.

Cordel do fogo encantado

εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз εïз
Para o meu amor,
pelos dias em que não encontro seu sorriso,
suas bobagens ditas, seu corpo e seu cheiro antes de dormir...
pelos minutos que se vai em devaneio ao encontro da sua incógnita
pelos momentos que não compartilha comigo o motivo do seu
sorriso.peles seus quereres tão distintos dos meus.
porque tudo que diz respeito ao meu amor me interessa,
e sua atenção é muito valiosa pra mim.

miércoles, diciembre 06, 2006

Psalm II


Bendita a primavera da vida, breve, cujo sopro tudo atravessa!
A forma desaparece,
Enquanto o ser para a vida desperta.
Gerações se sucedem
No esforço de evoluir;
Espécie produz espécie,
Em tempos que não tem fim:
Mundos inteiros se erguem e declinam!
Mergulha nos encantos da vida, ó flor,
Na aureola da primavera:
Louvando a bondade do eterno,
Aproveita tua curta existência.
Acrescenta a ela, criatura, também o teu óbulo; breve e hesitante,
Sopra, o quanto agüentares, a tua parcela de vida...
Ao dia do eterno!

Bjorndtjerme bjomson

Esse poema exprime totalmente o carpe diem.
De como a vida passa e um segundo tudo já é nada...
Como ás vezes nos a pegamos a momentos estupidos, Deixando as oportunidades passar.

viernes, diciembre 01, 2006

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.

Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.

Estou hoje dividido entre a lealdade que devoÀ Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira.
Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso?
Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio?Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas
-Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas
-,E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim?
Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,

Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam
,Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira.
Vou à janela.O homem saiu da Tabacaria
(metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, 15-1-1928

jueves, noviembre 30, 2006

O vôo da farfala




Plana no mistério a pequena borboleta.
Aparentemente distraída, porem ela está certa do que pretende...
Batendo graciosamente suas asinhas, ela voa em busca do prazer.
Plana no desejo a pequena borboleta.
Esse a enlouquece, domina, envaidece, que liberta e aprisiona.
Com suas asinhas coloridas ela segue seduzindo as flores.
Essas vão desabrochado voluptuosamente.cada uma desejando ser a escolhida para o deleitoso osculo da farfala...

Amar


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... Além...
Mais Este e Aquele, o Outro e a toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada,
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
FLORBELA ESPANCA
(PRA ME ENCONTRA...)

miércoles, noviembre 08, 2006

Nosso tão utopico amor...


Os dias se passam e com eles não se vai o desejo que sinto por você.
Me pergunto por que?
como posso sentir tanta vontade de beijar seus lábios,
e você que me demostra justamente o contrario...
me sinto tão mal quando me tocas e percebo que é só pra me agradar,
pior me sinto quando me beija e logo enterrompe...
é melhor que se mantenha á distancia...
Morro de saudade, meu peito apertado só pensa em receber seu carinho.
Ás vezes me pergunto o que me faz sentir pior,
é estar perto de ti e longe do coração ou longe dele e sem tí...

lunes, noviembre 06, 2006

I belong to you


You are the flame in my heart
You light my way in the dark
You are the ultimate star
You lift me up from above
Your unconditional love takes me to paradise
I belong to you
And you
You belong to me too
You make my life complete
You make me feel so sweet
You make me feel so divine
Your soul and mind are entwined
Before you I was blind
But since I've opened my eyes
And with you there's no disguise
So I could open up my mind
I always loved you from the start
But I could not figure out
That I had to do it everyday
So I put away the fight
Now I'm gonna live my life
Giving you the most in every way
I belong to you
And youYou belong to me too
You make my life complete
You make me feel so sweet

(Lenny kravits)

jueves, noviembre 02, 2006

Anoche


Anoche soñé contigo
Soñé que tu me querías y que en mis brazos dormía
Anoche soñé contigo
Y en mi sueno tu me venia a besarte y amarte
Te quiero mi amor, tú sabes como yo quiero
Es una ilusión, quizás sea...
Pero yo no consigo tener controle sobre eso.
Sé que no veré el día en que tu me quieras como lo quiero yo.
Pero no estoy aquí para tener una vida de cobranzas
Es lo que quiero,quizar yo pueda tener una punición por eso,
Pero ni este momento es lo que no me preocupas.

viernes, octubre 27, 2006

Fraquejar-janeiro de 2006



Pro mais que eu tente não consigo lhe tirar de dentro de mim
Aí vem as lagrimas e a esperança de te afogar no meu peito
Mas você insiste em me perturbar

Quando tudo isso vai ter final?
Será que um dia vai acabar?
E se ate lá eu não agüentar e acabar antes do “amor”?

Será que você vai perceber que foi tudo por você?
Minhas noites não dormidas, meus dias vazios, minha melancolia...
Todo meu desejo por seus beijos...
Minha alegria ao /te ver, ganhar seus abraços, perceber seu desejo...
Todo esse querer sufocado...

As pessoas não me entendem, nem eu consigo...
Por quê?Por quê? Jamais saberei responder...
Meu “amor” por que você é como uma pintura abstrata...

martes, octubre 17, 2006

seja lá o que for


Às vezes penso que está escrito:
tens que viver só.
é muito dificil,complicado amar por dois
ás vezes creio que isso nem pode ser de verdade...
A dor de descobrir mentiras, de ler declarações esplicitas de querer,
tudo voltado pra alguém que não sou eu...
será que algo só existe porque eu cismo de que tem que existir?
talvez seja só uma fantazia, talvez ninguém fique mal se derepente acordar
e perceber que tudo só existia na mente...
diabos seja a mente,lugar maldito onde se constroi coisas e pessoas
e onde também se destroi...
queria de veras poder viver só... Só comigo e mais ninguém,
seria perfeito.
preciso de cuidados... só cuidar só dá carencia...

sábado, octubre 14, 2006

Nostalgia



Meus oito anos Oh! Que saudade que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais Que amor, que sonhos, que flores Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras Debaixo dos laranjas!

Casimiro de Abreu

Meus oito anos Oh! Que saudade que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais Naquele quintal de terra Da rua São Antônio Debaixo da bananeira Sem nenhum laranjais!

Oswald Andrade

miércoles, octubre 11, 2006

uma banda de maça



Toco o seu corpo com o desejo de sentir milímetro por milímetro a sua pele.Vasculho-o com minhas mãos ávidas por colher o arrepio suavedos fios deugados que cobrem seu derma.Tento capturar todo o odor que exala, de maneira que não possa esquecer jamais.Seus desejos, diferentes dos meus, têm hora marcada e esse não é o momento.Posiciona-se inerte, não existe vontade de compartilhar suas energias...E os meus lábios que não entendem de manhas, desprezam suas razoes, se elas existem. Quedam-se sedentos pelos seus...Sou um ser vitima das minhas próprias contradições...Buscando a liberdade me atiro á prisão do meu coração.Onde a punição é desejar a todo o momento que seus olhos cruzem com os meus,A sentença: amar.

martes, octubre 03, 2006

convenção

Ela dorme e espera pelo meu abraço.
Eu a acolho como se fosse frágil,
Ela só quer meu calor e se sentir segura.
Eu quero cuidar dela e sentir seu cheiro.

Penso como foi que a deixei tomar tanto espaço em mim.
No que ela pensa ás vezes queria saber...
com o que será que sonha neste momento?
Será que com um mundo do seu jeito?
Será que lembra que o resto do mndo existe?
A abraço e tudo parece perfeito,
o encaixe dos nossos corpos, o cheiro que exala,o calor que compartilhamos...
Ela só precisa de diversão para se sentir contente,Eu preciso que ela esteja presente pra me sentir gente.
Pergunto-me se isso pode ser amor realmente,mas a maior duvida é se o real existe(tudo é fruto da conveniência?).
Como jamais tive inclinação para o convencional, adoro esse nosso amor ás avessas,onde se quer sem querer,se liberta prendendo e vice-versa...
Onde no final das contas tudo que se quer é fazer a vontade do desejo e o maior medo é não poder compartilhar o coração...
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miércoles, septiembre 06, 2006

Lua
Me diga senhora da noite estrelada,redonda clareira do céu.
Existe coisa pior que insistir no erro?
Dispertar sempre com os mesmos desejos,sem força já para
dispensar o pouco,maudito seja ele!,que lhe tem a oferecer?
e castigo,existe pior para um coração que o desconsolo...

sábado, septiembre 02, 2006


Que nó é esse?

Será medo, sufoco, ansiedade?

Seguir vivendo cada dia, em busca

de um sentido para que esse nó exista...

Entranhado nos meus poros ainda sinto

Um dos motivos do aperto desse nó...

O cheiro, cheiro de desejo...

Que exala e me faz sentir vontade de tocar

Mas só tocar já não satisfaz meu extinto...

Quero sentir, sentir o gosto...Gosto do corpo...

Gosto da língua...

E vejo eu cá no seu olhar, que não há lugar

Para encaixar minhas vontades, mas só não a lugar pra mim...

Pode o resto do mundo buscar que encontra, só você querer...

E esse não é o caso comigo.

Sinto-me tão mal...

E a certeza de que não tem ninguém que me faça sentir melhor,

Se tiver não tenho animo, me tira o sono e as vontades...Nossas amas voam em sentido diferente...

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viernes, septiembre 01, 2006

Dawn

a tristeza me domina e esfria meu corpo.ao ponto de meus pendsamentos já não mais me atenderem...sinto no fundo do peito,que ainda o sinto, o transtorno do nó que não quer desatar...

jueves, agosto 31, 2006

O avesso do avesso

Ô destino traiçoeiro!
Como me tombas assim tõa ligeiro?
Com todo meu senso de razao
Ainda me pegas e me tiras o chao

Ô destino sera que realmente existe?
Perque as vezes me deixa tao triste?
Escreve umas linhas mas feliz na minha vida
Me mostra que ainda serei a querida

A razao me obriga a negar-te
Não me podes exiger enxergar-te
Sempre me vem o contrario do que anseio

Provando que não tenho força sobre minhas vontades
E que na vida minha cota é abrir mao sem receio
Mesmo que sinta felicidade.

martes, agosto 29, 2006

O ser e o estar, só...
Há pessoas que mesmo rodeadas de gente,amiga,elas se sentem só...
para mim não tem tristeza maior do que me sentir nula.até prefiro passar despercebida,mas nunca estando do lado de alguém que gosto, e quase sempre isso acontece,a atenção chega tarde,
incoerente,pedindo que me justifiique por erros que nem cometi...
eu que sempre permanente, cravo-me ainda mais o direito de estar mas comigo mesma,ainda que pareça o contrario...
estando assim tão perto ainda posso perceber que nunca ira me enchergar...

toda confusão descrita fooi proposital...
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sábado, agosto 26, 2006

http://www.netdata.com.br/formandos2001/curios/teste_san.htm
teste de sanidade.


tem dias que tudo parece se encaixar com exatidão.tanto que até me assusta...
antem foi um dia desse,todo agradavel,na compania de pessoas agradaveis(nem todas mas a maioria vence).
"meu coração estava em festa"
e o mais engraçado é que na mesma dose de alegria vem o medo,por que qdo tenho uma dose dessa de alegria ,logo vem 3 de tristeza...
mas talvez isso seja só loucura da minha cabeça vazia...mas ainda tenho medo...que amanha tudo volte a ser um porre e que as pessoas continuem da mesma forma que são(não que isso seja o problema)...eu assim tão confusa...sempre querendo mais sem sair do lugar...

jueves, agosto 24, 2006

"Numa moudura clara e simples sou aquilo que se vê..."

Quero aprender a caminhar sem olhar pra trás.
O que fica pra trás é o que não nos é importante.
Acreditar que ninguém, ou quem me importa nunca ira deixar de olhar pra seus próprios interesses pra olhar pra mim.
A não ser que o interesse seja eu, coisa que não ira durar muito tempo.
E que eu não devo permitir que ocorra, ser permanente pertence a poucos.
Ser permanente também pode significar algo não muito bom...
Se puder mudar e a mudança estiver dentro dos meus princípios (se eu os tiver, claro), mudarei.
Mas lembrando-me sempre que tem que ser algo do qual eu não me arrepender.
Não se pode voltar atrás ou ate mesmo do meio do caminho sem ter seqüelas.
Vejo que o mundo é injusto com todos e não sou a única pessoa que tem problemas .
Renego o espírito de vitima, tudo é por que eu permito que seja, se não, nada seria.
Sigo sempre o que me proporciona prazer, mas, não acredito que só isso seja o fundamental.
Posso sempre mais...
Estou aprendendo a lidar com a minha falta de interesse pelas pessoas e das pessoas por mim. Aprendendo a não me culpar por perder a fé em alguém, aceitando que se já não há mais surpresas é porque o conhecimento já chega em um ponto muito profundo.
Tentando me desapegar do velho, do quebrado, do remendado... Coisas novas dão vigor.
Tentando se apegara mim, mais que a qualquer outra pessoa.
Pessoas geralmente só causam desgaste, e no meio do caminho sempre vou encontrar alguém que por mais que eu faça,ainda assim ira me chamar de ingrata,sem nenhum direito.
E eu não entediarei e mesmo assim me faltara coragem de perguntar porque?Não medo da resposta,mas talvez medo de fazer com que alguém deixe de acreditar nas suas certezas,por mais que pra mim elas não existam...
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"tem dias que a gente se sente um pouco talvez menos gente..."


Às vezes acredito que todas as minhas vontades são capazes de se tornarem realidade.que todos os dias serão de sol,que todo dia comerei cachorro-quente e que sempre que sentir vontade poderei beijar a boca favorita...
meus desejos são simples,porém não dependem só de mim para serem realizados.
tem dias que tudo parece ficar mais organizado e em um piscar de olhos, vem uma tormenta e desorganiza tudo! e todo seu trabalho vai por água a baixo e a confusão me toma nesses momentos, que eu não posso montar uma barreira e proteger o meu trabalho...e vejo como sou fraca, e que existem forças maiores que minhas vontades sim!que nem tudo que quero é o melhor pra mim,e que nem sempre conseguirei ter o melhor. mas posso sim,tornar tudo que é importante pra mim no melhor...